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Queda de cabelo no pós-parto: é normal? Quanto tempo dura?
Queda de cabelo no pós-parto é comum e costuma ser temporária. Entenda por que acontece, quanto tempo pode durar e quando agendar uma avaliação.
Por Luiza Pego · Atualizado em
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Neste artigo
A queda de cabelo no pós-parto é normal e costuma ser temporária: ela aparece, em geral, entre dois e quatro meses depois do parto e tende a diminuir por conta própria ao longo do primeiro ano. Aqui você entende por que isso acontece, o que esperar nos próximos meses, como cuidar dos fios com gentileza nessa fase e quando vale agendar uma avaliação para investigar.
Por que o cabelo cai depois do parto
Durante a gestação, os hormônios — em especial o estrogênio — mantêm mais fios na fase de crescimento por mais tempo. É por isso que tanta gestante percebe o cabelo mais cheio e brilhante: fios que normalmente cairiam ficam presos por alguns meses a mais.
Depois do parto, esses hormônios caem rapidamente. Os fios que "passaram do tempo" entram juntos na fase de repouso e, de dois a três meses depois, se soltam quase ao mesmo tempo. O nome desse processo é eflúvio telógeno — a queda difusa que aparece de repente, semanas depois de uma mudança grande no corpo. A Sociedade Brasileira de Dermatologia coloca o pós-parto entre as situações em que esse tipo de queda é esperado.
Outros fatores dessa fase podem somar: noites mal dormidas, alimentação irregular, a recuperação de uma cesárea ou de uma perda de sangue maior no parto. Nada disso é culpa sua. É o corpo se reorganizando depois de um esforço enorme.
Quando começa e quanto tempo costuma durar
A queda costuma ficar evidente entre o segundo e o quarto mês depois do parto: mais fios no travesseiro, no ralo, na escova e nas mãos do bebê. Ela é espalhada por toda a cabeça, mas muitas mulheres notam mais nas entradas e nas têmporas, onde os fios são naturalmente mais finos.
A fase mais intensa dura, em geral, de dois a quatro meses. Depois disso, a queda diminui e a densidade se recompõe aos poucos, porque cada fio que caiu já tem um substituto nascendo. Os fios curtos ao longo da testa, tão comuns por volta do sexto mês, são um sinal de recuperação.
Na maioria das mulheres, o cabelo volta ao volume habitual dentro do primeiro ano. Esse é um prazo de referência, não uma garantia: cada pessoa tem o seu tempo, e quem amamenta, dorme pouco ou passou por um parto mais difícil pode levar um pouco mais.
Cuidados gentis nessa fase
Não existe cuidado que "segure" os fios que já entraram em repouso. O que dá para fazer é não somar agressões e facilitar a vida do cabelo que está nascendo.
- Lave normalmente. Lavar não aumenta a queda: só solta fios que já estavam desprendidos. Água morna, xampu no couro cabeludo e condicionador só no comprimento.
- Penteie com calma. Cabelo úmido, pente de dentes largos, começando pelas pontas. Sem puxar nós.
- Prefira penteados soltos. Coque frouxo, trança solta ou cabelo solto. Rabos e tranças apertadas puxam justamente os fios novos, que são mais finos.
- Adie a química forte. Descoloração, alisamento e relaxamento pesam sobre fios fragilizados. Se puder, espere a fase de queda passar.
- Menos calor. Secador em temperatura baixa e chapinha só de vez em quando.
- Proteja do sol. Chapéu ou boné nos passeios com o bebê ajudam o couro cabeludo e os fios novos.
- Coma e durma quando der. Sabemos que é a parte mais difícil. Refeições regulares e qualquer hora extra de sono contam a favor da recuperação — pedir ajuda faz parte do cuidado.
Amamentando: nada por conta própria
Vitaminas "para cabelo", tônicos, loções antiqueda e chás circulam muito entre mães — e a vontade de fazer alguma coisa é compreensível. Só que, durante a amamentação, o que você toma ou aplica pode chegar ao bebê, e nem todo produto foi testado nessa fase.
Por isso, a regra é simples: não comece suplemento, tônico ou produto de uso contínuo por conta própria. Na avaliação, conte que você está amamentando — essa informação vem antes de qualquer prescrição ou procedimento e muda o que pode ser indicado.
Se você usa algum medicamento, não interrompa por conta própria; conte na avaliação o que você usa.
Quando a queda pede investigação
Nem toda queda no pós-parto é só hormonal. Reservas de ferro baixas e alterações da tireoide são relativamente comuns nessa fase e também provocam queda — e só aparecem em exame laboratorial. Nesses casos, é a causa que precisa de cuidado, não o cabelo em si.
Na clínica Luiza Pego, a investigação faz parte do atendimento. Luiza Pego, biomédica esteta pós-graduada em Tricologia, avalia o couro cabeludo e os fios com tricoscopia, solicita os exames laboratoriais indicados para o seu histórico e analisa os resultados.
A partir daí, monta um plano individual, sempre considerando a amamentação. Conforme o caso e o momento, ele pode incluir fórmulas manipuladas preparadas sob medida em farmácia de manipulação, procedimentos no couro cabeludo — como intradermoterapia e microagulhamento capilar —, LED capilar, terapia capilar e cuidados em casa. Alguns recursos podem ser adaptados ou deixados para depois do período de amamentação. Os resultados variam de pessoa para pessoa.
Se quiser entender melhor a relação entre nutrientes e queda, leia sobre queda de cabelo e falta de vitamina.
Quando agendar uma avaliação
Uma avaliação capilar faz sentido quando:
- você quer confirmar se a queda tem o padrão esperado do pós-parto;
- a queda continua intensa muito além do primeiro ano;
- apareceram falhas ou áreas visivelmente abertas;
- a queda vem com cansaço fora do comum ou alteração de peso;
- o couro cabeludo mudou — mais oleoso, mais sensível, coçando ou descamando;
- os fios novos parecem finos, quebradiços ou sem brilho.
Sinais de urgência. Sangramento intenso, falta de ar, dor no peito, desmaio ou febre alta no pós-parto não esperam agendamento: procure atendimento de urgência.
Como a avaliação na clínica pode ajudar
Na avaliação, a gente conversa sobre o seu histórico, inclusive como foi o parto e se você está amamentando, e avalia o couro cabeludo e os fios com tricoscopia. Quando é preciso investigar, a Luiza solicita e analisa exames laboratoriais. O plano é individual e a amamentação é levada em conta antes de qualquer prescrição ou procedimento. Os resultados variam de pessoa para pessoa.
Conheça o cuidado com o couro cabeludo em tricologia. Se a queda começou sem relação com o parto, o guia queda de cabelo: o que pode ser e o que fazer primeiro ajuda a organizar as possibilidades.
Perguntas frequentes
Vou ficar com o cabelo ralo para sempre?
Na grande maioria dos casos, não. O eflúvio do pós-parto é temporário, e o cabelo que caiu está sendo substituído. O que pode acontecer é a queda revelar uma predisposição ao afinamento que já existia. Se, passado o primeiro ano, o volume não voltar ou surgirem falhas, vale agendar uma avaliação para investigar.
Posso pintar ou alisar o cabelo no pós-parto?
Coloração e alisamento não causam o eflúvio, mas podem enfraquecer fios que já estão fragilizados e irritar um couro cabeludo mais sensível. Se você amamenta, a cautela com produtos químicos é maior. Uma opção é esperar a fase de queda passar e, então, escolher procedimentos mais suaves. Na avaliação, você pode tirar essa dúvida para o seu caso.
Posso fazer a avaliação capilar amamentando?
Pode. A avaliação é conversa, avaliação do couro cabeludo e, quando indicado, solicitação de exames. O que muda com a amamentação é a escolha do que entra no plano: tudo é definido levando essa fase em conta.
A queda volta em uma próxima gestação?
Pode voltar, porque a causa é a mesma: a mudança hormonal depois do parto. Mas a intensidade varia de uma gestação para outra, e ter passado por isso uma vez não significa que será igual da próxima. Saber o que esperar já ajuda a viver essa fase com mais tranquilidade.
Está no pós-parto e preocupada com a queda? Agende uma avaliação capilar com calma e orientação.