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Tricologia7 min de leitura

Cabelo afinando e ralo: causas comuns e o que fazer

Cabelo afinando e ralo? Conheça as causas mais comuns e veja como é a investigação na clínica Luiza Pego, em Várzea da Palma – MG.

Por Luiza Pego

queda de cabelo · alopecia · avaliação capilar · couro cabeludo

Cabelo afinando e ralo costuma ter uma destas origens: predisposição genética, queda aumentada depois de um estresse do corpo, carências nutricionais, alterações hormonais ou danos aos fios por química, calor e tração. O primeiro passo é descobrir qual delas pesa no seu caso, porque o cuidado muda conforme a causa. Abaixo, as causas mais comuns e como é a investigação na clínica.

Afinar, cair e quebrar são coisas diferentes

Quando o cabelo perde volume, três processos podem estar acontecendo, juntos ou separados.

  • Afinamento. O fio nasce mais fino a cada ciclo. O número de fios pode até ser parecido, mas eles cobrem menos o couro cabeludo. É um processo lento, que muita gente só percebe em fotos.
  • Queda. Os fios se soltam pela raiz em quantidade maior do que o habitual. Aparecem no travesseiro, no ralo, na escova.
  • Quebra. O fio parte no meio do comprimento. A raiz continua lá, mas o cabelo fica curto, arrepiado e sem corpo nas pontas.

Distinguir os três muda tudo. Quem tem quebra precisa cuidar da haste do fio. Quem tem queda precisa investigar o que aconteceu nos últimos meses. Quem tem afinamento precisa de acompanhamento ao longo do tempo.

Causas comuns de cabelo afinando

Predisposição genética. É a causa mais lembrada. A Sociedade Brasileira de Dermatologia descreve a alopecia androgenética, a calvície, como uma forma de perda de cabelo geneticamente determinada, em que os fios ficam progressivamente mais finos. Nos homens, afeta mais as entradas e o topo; nas mulheres, a região central. O post sobre calvície feminina e masculina aprofunda o tema.

Queda depois de um estresse do corpo. Febre, infecção, parto, cirurgia, dieta restritiva e períodos de estresse intenso podem provocar uma queda difusa, chamada eflúvio telógeno. Segundo a SBD, ela costuma aparecer de dois a três meses depois do gatilho. Quando se prolonga, o cabelo todo parece mais ralo. Um exemplo conhecido é a queda de cabelo no pós-parto.

Carências nutricionais. Falta de ferro e de algumas vitaminas está entre os gatilhos citados pela mesma fonte. Só exames confirmam. O post Queda de cabelo é falta de vitamina? explica por que suplementar sem saber não ajuda.

Alterações hormonais. Tireoide, pós-parto, menopausa e alterações ligadas aos androgênios podem mudar a espessura e o ciclo dos fios.

Couro cabeludo em desequilíbrio. Oleosidade excessiva, descamação e inflamação persistentes tornam o ambiente menos favorável ao crescimento do fio.

Danos por química, calor e tração. Alisamentos, descolorações, chapinha diária e penteados muito presos fragilizam a haste e, no caso da tração repetida, podem afetar a raiz.

É comum haver mais de uma causa ao mesmo tempo. Uma predisposição genética que seguia discreta pode ficar evidente depois de uma queda intensa, por exemplo.

Sinais para observar em casa

Antes da avaliação, vale reparar em alguns pontos. Eles ajudam a contar a história com mais precisão.

  • Onde afinou. Na risca, no topo, nas entradas, nas laterais ou na cabeça toda?
  • Desde quando. Foi de repente ou aos poucos, ao longo de anos?
  • O que mudou antes. Doença, parto, cirurgia, dieta, remédio novo, período difícil.
  • Como estão os fios que caem. Inteiros, com a ponta arredondada da raiz, ou pedaços quebrados?
  • Como está o couro cabeludo. Coça, arde, descama, fica oleoso rápido?
  • Fotos antigas. Comparar a risca e as entradas de hoje com as de alguns anos atrás costuma ser revelador.
  • Família. Pais, avós e irmãos com cabelo ralo ou calvície.

Anote o que observar. Na avaliação, esses detalhes encurtam o caminho.

Como é a investigação na clínica

Na clínica, a investigação é conduzida por Luiza Pego, biomédica esteta pós-graduada em Tricologia, e segue três frentes.

  1. Histórico. Uma conversa detalhada sobre saúde, rotina, alimentação, medicamentos, produtos e procedimentos feitos no cabelo.
  2. Avaliação do couro cabeludo e dos fios, com tricoscopia. Com o exame feito com aumento, a Luiza observa a densidade em diferentes regiões, a espessura dos fios, a condição da pele e sinais de quebra. Com a sua autorização, faz o registro para comparar depois. Veja o que a tricoscopia mostra.
  3. Exames laboratoriais, quando necessário. Ela solicita e analisa exames para investigar ferro, vitaminas, tireoide, hormônios e outros pontos indicados pelo seu histórico.

Esse conjunto é o que a Academia Americana de Dermatologia descreve como base para entender a perda de cabelo: perguntas sobre quando e como começou, exame atento do couro cabeludo e, conforme a suspeita, exames de sangue.

Se você usa algum medicamento, não interrompa por conta própria; conte na avaliação o que você usa. O post sobre exames para queda de cabelo mostra o que cada exame investiga.

O que pode entrar no plano

Com a causa, ou as causas, mais claras, a Luiza monta um plano individual. Conforme o caso, ele pode incluir:

  • fórmulas manipuladas de uso tópico e oral, prescritas sob medida;
  • intradermoterapia capilar, com aplicação de ativos direto no couro cabeludo;
  • microagulhamento capilar;
  • LED capilar, a terapia com luz de LED no couro cabeludo;
  • protocolos de terapia capilar para equilibrar o couro cabeludo;
  • cuidados em casa, com ajustes na lavagem, nos produtos, no uso de calor e nos penteados.

O plano pode ajudar, mas não há garantia de resultado. O fio cresce devagar, e as mudanças costumam aparecer ao longo de meses. A resposta varia conforme a causa, o tempo de evolução e a constância. Nas reavaliações, a comparação com o registro inicial mostra o que mudou e orienta os ajustes.

Quando agendar uma avaliação

Não é preciso esperar o cabelo ficar muito ralo. Vale marcar quando:

  • a risca está mais larga ou o couro cabeludo aparece mais sob a luz;
  • o rabo de cavalo ficou mais fino;
  • as entradas avançaram ou o topo está com menos cobertura;
  • a queda dura mais de algumas semanas;
  • há casos de calvície na família e você notou as primeiras mudanças;
  • os fios quebram com facilidade, mesmo com cuidado.

Febre alta com ferida infeccionada no couro cabeludo é sinal de urgência: vá ao pronto atendimento.

Como a avaliação na clínica pode ajudar. A Luiza investiga as causas, solicita e analisa exames quando necessário e monta o plano de tratamento com você. A clínica fica em Várzea da Palma – MG. Conheça a tricologia avançada na clínica.

Perguntas frequentes

Cabelo que afinou volta a engrossar?

Depende da causa. Quando o afinamento vem de um gatilho passageiro ou de uma carência confirmada, o fio pode recuperar espessura depois que a causa é cuidada. Em quadros genéticos, o objetivo costuma ser desacelerar o processo e recuperar parte da perda. Em qualquer cenário, os resultados variam de pessoa para pessoa e não podem ser garantidos.

Cortar o cabelo faz o fio nascer mais grosso?

Não. O corte age na ponta, e a espessura do fio é definida na raiz, dentro do couro cabeludo. O que o corte faz é retirar pontas finas e quebradas, o que dá aparência de mais volume. Isso ajuda no visual, mas não muda o fio que está nascendo nem a causa do afinamento.

Cabelo ralo na frente é sempre calvície?

Nem sempre. Entradas mais ralas podem vir da predisposição genética, mas também de tração repetida por penteados presos, de quebra por química ou de uma queda difusa que ficou mais visível na linha da frente. Só a avaliação do couro cabeludo e do histórico permite diferenciar, e cada situação pede um cuidado diferente.

Notou o cabelo mais fino e ralo? Agende uma avaliação e entenda o que está acontecendo com os seus fios.

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Autora

Luiza Pego

Biomédica Esteta

Sobre a Luiza

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