Ir para o conteúdo

Tricologia7 min de leitura

Microagulhamento capilar: como funciona e cuidados

Como funciona o microagulhamento capilar, para quem pode ser indicado e os cuidados antes e depois da sessão. Clínica Luiza Pego, Várzea da Palma – MG.

Por Luiza Pego

microagulhamento capilar · couro cabeludo · queda de cabelo · cuidados antes · cuidados depois

O microagulhamento capilar funciona criando microperfurações controladas no couro cabeludo, com agulhas muito finas. Essas pequenas lesões estimulam a resposta natural de reparo da pele e facilitam a penetração dos ativos aplicados na região. É um procedimento de tricologia avançada, indicado depois de avaliação individual. Abaixo, como é a sessão e quais cuidados tomar antes e depois.

Como o microagulhamento capilar funciona

A ideia é simples: provocar um estímulo pequeno e controlado para que a pele reaja. Cada microperfuração é tão fina que fecha em pouco tempo, mas é suficiente para acionar o processo de reparo do couro cabeludo, com liberação de fatores de crescimento ligados à cicatrização.

O segundo efeito é de passagem. A camada mais externa da pele funciona como barreira, e boa parte do que é aplicado por cima fica na superfície. Os microcanais abertos pelo procedimento ajudam os ativos a chegar mais perto do folículo, a estrutura que produz o fio.

Por isso o microagulhamento costuma ser usado em conjunto com outros recursos do plano, e não sozinho. Uma revisão sistemática publicada na revista Dermatology and Therapy analisou estudos com a técnica em diferentes tipos de perda de cabelo e observou melhora dos fios principalmente quando ela foi associada a outras terapias.

Para quem pode ser indicado

O microagulhamento capilar pode fazer parte do plano de quem tem:

  • afinamento progressivo dos fios, como na calvície de origem genética;
  • queda que se prolonga, depois de investigadas as causas;
  • áreas em que o couro cabeludo aparece mais, como risca, topo e entradas;
  • resposta insuficiente apenas com os cuidados feitos em casa.

Há situações em que o procedimento é adiado ou substituído: feridas, infecção ou inflamação intensa no couro cabeludo, descamação forte em crise, tendência a cicatrizes elevadas, gravidez, uso de anticoagulantes, entre outras. A decisão é tomada caso a caso. Se você usa algum medicamento, não interrompa por conta própria; conte na avaliação o que você usa.

Quem ainda não sabe por que o cabelo está caindo começa por outro lugar: a investigação. O post sobre cabelo afinando e ralo explica as causas mais comuns.

Como é a sessão na clínica

O microagulhamento é feito por Luiza Pego, biomédica esteta pós-graduada em Tricologia, dentro de um plano definido na primeira avaliação capilar. A sessão segue, em geral, estas etapas:

  1. Conversa e observação. Como o couro cabeludo reagiu desde a última visita e se houve mudança na saúde ou na rotina.
  2. Higienização. O cabelo é separado e a pele é limpa, para que o procedimento seja feito sobre a pele preparada.
  3. Microagulhamento. A Luiza passa o dispositivo nas áreas definidas, com movimentos curtos e controlados. A profundidade é escolhida conforme a região e o objetivo.
  4. Aplicação de ativos. Quando faz parte do plano, os ativos são aplicados sobre a área tratada.
  5. Orientações. Você sai com os cuidados para as horas e os dias seguintes.

A sensação mais comum é de arranhão ou picadas leves, com calor e vermelhidão na área logo depois. O desconforto varia conforme a sensibilidade de cada pessoa. O intervalo entre as sessões é definido no plano e ajustado nas reavaliações: a pele precisa de tempo para se recuperar entre um estímulo e outro.

Cuidados antes e depois do microagulhamento

As orientações específicas são passadas no agendamento e ao fim da sessão. De modo geral:

Antes

  • venha com o cabelo lavado e sem produtos na raiz;
  • evite química no couro cabeludo nos dias anteriores, conforme a orientação recebida;
  • avise se houver ferida, espinha inflamada, coceira forte ou queimadura de sol na região;
  • conte sobre medicamentos, suplementos e alergias.

Depois

  • não coce nem esfregue a área nas primeiras horas;
  • siga o prazo indicado para lavar o cabelo e voltar a usar os produtos de casa;
  • proteja o couro cabeludo do sol direto e evite calor intenso, piscina e rio nos primeiros dias;
  • adie tintura, alisamento e outros procedimentos químicos pelo tempo orientado;
  • mantenha boné, capacete e acessórios limpos, já que a pele está mais sensível.

Vermelhidão, sensibilidade e leve descamação nos dias seguintes costumam ser passageiras. Dor que piora, secreção ou calor local devem ser comunicados à clínica. Febre alta com ferida infeccionada, ou inchaço de rosto, lábios ou garganta, são sinais de urgência: vá ao pronto atendimento.

Microagulhamento em casa não é a mesma coisa

Rolinhos com agulhas são vendidos para uso doméstico, e é compreensível a vontade de tentar. Mas há diferenças importantes entre o que se faz em casa e o procedimento feito por profissional.

  • Higiene. O couro cabeludo tem fios, oleosidade e microrganismos. Agulhas reutilizadas e mal higienizadas podem levar contaminação para dentro da pele.
  • Técnica. Pressão, direção e profundidade erradas machucam a pele e podem quebrar os fios que já existem.
  • Indicação. Sem avaliação, não há como saber se a pele está em condição de receber o estímulo, nem se ele faz sentido para a causa da sua queda.
  • O que é aplicado depois. Com a barreira da pele aberta, produtos comuns podem irritar mais do que o esperado.

Se você já usa um desses dispositivos, conte na avaliação. A conversa é sobre segurança, sem julgamento.

O que esperar dos resultados

O microagulhamento capilar pode ajudar, mas os resultados variam de pessoa para pessoa e não podem ser garantidos. O fio cresce devagar, em ciclos, e as mudanças costumam ser percebidas ao longo de meses, não de semanas.

A resposta depende da causa da perda, do tempo de evolução, da constância nas sessões e dos cuidados em casa. Em quadros genéticos, o objetivo costuma ser desacelerar o afinamento e cuidar dos fios existentes, com acompanhamento contínuo. Na mesma revisão citada acima, não foram relatados eventos graves, e os efeitos mais comuns foram dor passageira, irritação e vermelhidão.

Nas reavaliações, a comparação com o registro inicial mostra o que mudou e orienta os ajustes.

Quando agendar uma avaliação

Considere marcar quando:

  • os fios estão ficando mais finos e a risca parece mais larga;
  • a queda continua depois de alguns meses;
  • você quer saber se o microagulhamento faz sentido no seu caso;
  • você usa rolinho em casa e ficou com o couro cabeludo irritado;
  • já fez sessões em outro lugar e quer um plano com acompanhamento.

Como a avaliação na clínica pode ajudar. A Luiza conversa sobre o seu histórico, avalia o couro cabeludo e os fios com tricoscopia, solicita e analisa exames quando necessário e monta um plano individual. O microagulhamento pode entrar nesse plano ao lado de outros recursos, como a intradermoterapia capilar, o LED capilar e as fórmulas manipuladas. A clínica fica em Várzea da Palma – MG. Conheça a tricologia avançada na clínica.

Perguntas frequentes

Microagulhamento capilar faz o cabelo cair mais?

Não é o esperado. O procedimento age na pele do couro cabeludo, e não arranca os fios. Alguns fios que já estavam na fase de queda podem se soltar durante a sessão ou na lavagem seguinte, o que assusta, mas faz parte do ciclo natural. Se a queda aumentar de forma persistente depois das sessões, avise a Luiza para que o plano seja revisto.

Posso lavar o cabelo no mesmo dia?

A orientação costuma ser esperar algumas horas, para que a pele se recupere e os ativos aplicados permaneçam em contato com o couro cabeludo. O prazo exato depende do que foi feito na sessão e é informado no fim do atendimento. Na primeira lavagem, use água morna ou fria e movimentos suaves, sem esfregar com as unhas.

Quem tem caspa pode fazer microagulhamento?

Depende do momento. Descamação leve e controlada geralmente não impede o procedimento, mas crises com vermelhidão, coceira forte ou feridas pedem cuidado antes. Nesses casos, o plano começa pelo equilíbrio do couro cabeludo. O post sobre oleosidade no couro cabeludo e queda explica essa relação.

Quer entender se o microagulhamento capilar é indicado para você? Agende uma avaliação e converse com a Luiza.

Agendar avaliação pelo WhatsApp

Autora

Luiza Pego

Biomédica Esteta

Sobre a Luiza

Continue lendo

Conteúdos relacionados