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Endermoterapia7 min de leitura

Endermoterapia dói ou deixa roxo? E quem não deve fazer

Endermoterapia dói ou deixa roxo? Veja o que é esperado, o que não é, quem não deve fazer e por que a avaliação antes da primeira sessão importa.

Por Luiza Pego · Atualizado em

endermoterapia · contraindicações · quando agendar uma avaliação

Endermoterapia não costuma doer. A sensação mais comum é a de uma massagem firme, com a sucção do aparelho puxando levemente a pele, e a intensidade é ajustada durante a sessão. Pequenos roxos podem aparecer, sobretudo no começo, mas não são a regra nem sinal de que "está funcionando". Abaixo, o que é esperado, o que não é e em quais situações a avaliação decide se a sessão pode ser feita.

Dói? O que você pode sentir

A endermoterapia usa sucção a vácuo combinada a roletes ou a um cabeçote que desliza sobre a pele. O que a maioria das pessoas descreve:

  • Pressão e sucção, como se a pele fosse puxada de leve e solta em seguida.
  • Calor local, pela circulação estimulada na região.
  • Sensibilidade maior em algumas áreas, como a parte interna das coxas, o abdômen e a região próxima aos joelhos.
  • Relaxamento ao longo da sessão, quando o corpo se acostuma ao ritmo.

Dor forte não é esperada. Se em algum momento a sensação passar de "firme" para "dolorida", avise. O ajuste é feito na hora, e a sessão só continua quando estiver confortável para você.

Roxo depois da sessão: quando é esperado e quando não é

A sucção mobiliza a pele e os pequenos vasos logo abaixo dela. Por isso, uma vermelhidão passageira é comum e some em minutos ou em poucas horas.

O que pode acontecer e costuma ser aceitável:

  • marcas avermelhadas no trajeto do aparelho, que desaparecem no mesmo dia;
  • roxos pequenos e discretos, mais frequentes nas primeiras sessões, em pele sensível ou em quem se machuca com facilidade;
  • leve sensibilidade ao toque no dia seguinte, parecida com a de um treino mais puxado.

O que não é esperado e precisa ser comunicado:

  • hematomas grandes, escuros ou que se espalham;
  • dor que aumenta em vez de diminuir nas horas seguintes;
  • inchaço, calor e vermelhidão que persistem;
  • roxos que aparecem a cada sessão, mesmo com a intensidade reduzida.

Nesses casos, avise a clínica. A intensidade é revista e, se o padrão se repetir, as sessões são pausadas para uma nova avaliação. Nela, Luiza Pego, biomédica esteta, investiga o que pode estar por trás — como alteração da coagulação ou uso de medicamentos que afinam o sangue —, solicitando e analisando exames quando necessário.

Como a intensidade é ajustada

Não existe intensidade única. O aparelho tem níveis de sucção, e a escolha depende de três coisas: a região, a sua sensibilidade e a sua resposta nas sessões anteriores.

Na prática, a primeira sessão costuma começar em intensidade menor, para conhecer a sua pele. A cada sessão, a Luiza observa como a região reagiu — cor, sensibilidade, marcas — e ajusta. Você participa desse ajuste: dizer "está forte" ou "está confortável" faz parte do cuidado, não atrapalha.

Quem não deve fazer ou precisa de avaliação antes

A endermoterapia mexe com a circulação e com a pele. Algumas condições contraindicam o cuidado; outras pedem que ele seja adiado ou adaptado. A lista abaixo é um ponto de partida, não uma lista completa, e a decisão é tomada na avaliação:

  • Trombose, embolia ou flebite, atuais ou no histórico. O Ministério da Saúde lembra que a trombose pode ser silenciosa e que um coágulo pode se deslocar e chegar ao pulmão.
  • Varizes importantes, com dor, endurecimento ou alteração de cor na perna.
  • Uso de anticoagulantes ou de outros medicamentos que aumentam a chance de sangramento.
  • Feridas, infecção, inflamação ou doenças de pele em atividade na região.
  • Operação recente na área a ser trabalhada.
  • Câncer em tratamento, pressão alta descontrolada, doenças do coração ou dos rins.

Se você se reconheceu em algum item, isso não fecha a porta para sempre: pode ser que o cuidado seja possível em outra região ou em outro momento. O que não dá é começar sem avaliação. E, se você usa algum medicamento, não interrompa por conta própria; conte na avaliação o que você usa.

Menstruação, gestação e amamentação: o que considerar

Menstruação. Durante o período menstrual, algumas pessoas percebem mais sensibilidade e mais inchaço no abdômen. Não é uma contraindicação por si só, mas pode mudar como você sente a sessão, sobretudo na região abdominal. Converse sobre isso na avaliação e, se preferir, ajuste a agenda ou as regiões trabalhadas naqueles dias.

Gestação. A gestação não impede a endermoterapia. O que muda é a região: na gravidez, a sessão não é feita na barriga. Nas pernas, ela pode ser feita e costuma ser bem relaxante, principalmente para quem sente peso e cansaço no fim do dia. Avise sobre a gestação na avaliação, para a Luiza adaptar a sessão.

Amamentação. Não há uma regra única. A decisão é tomada na avaliação, considerando o tempo desde o parto, a região e como você está se sentindo.

Sinais de urgência — procure atendimento de urgência: dor e inchaço súbitos em uma perna só; calor e vermelhidão na panturrilha; endurecimento da musculatura da perna; falta de ar ou dor no peito. Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, esses são sinais que podem indicar trombose venosa profunda e não devem esperar a próxima sessão.

Quando agendar uma avaliação

Marque uma avaliação antes da primeira sessão se:

  • você tem alguma condição de saúde ou faz uso de medicamento contínuo;
  • já fez endermoterapia e ficou com roxos grandes ou dor;
  • tem varizes, inchaço frequente ou histórico de trombose na família;
  • está grávida, amamentando ou planejando engravidar;
  • simplesmente quer entender como a sessão funciona antes de decidir.

Como a avaliação na clínica pode ajudar

Na avaliação, a Luiza conversa sobre o seu histórico de saúde, avalia a região e explica o que foi visto. É ali que se decide se a endermoterapia pode ser feita, em quais regiões e com que intensidade. Se houver contraindicação, a sessão não é feita, e você sai sabendo o motivo e o que fazer a seguir. Quando o cuidado faz sentido, o plano é individual — e os resultados variam de pessoa para pessoa. A clínica fica em Várzea da Palma – MG. Conheça a endermoterapia na clínica e leia também o que é a endermoterapia e como é a sessão.

Perguntas frequentes

Quem tem varizes pode fazer endermoterapia?

Depende do grau. Vasinhos e varizes pequenas, sem sintomas, em geral não impedem o cuidado, mas a região pode ser evitada ou trabalhada em intensidade menor. Com varizes calibrosas, dor, endurecimento ou histórico de flebite, a região não é trabalhada. A avaliação define o que é possível no seu caso.

Posso fazer menstruada?

Em geral, sim. Menstruação não é contraindicação, mas pode aumentar a sensibilidade e a sensação de inchaço, principalmente no abdômen. Se você se sente desconfortável nesses dias, vale reagendar ou pedir para trabalhar outras regiões. O importante é que a sessão seja confortável.

O roxo significa que está funcionando?

Não. Roxo é sinal de que pequenos vasos foram rompidos pela sucção — algo que pode acontecer, mas que não indica melhor resultado. Uma sessão eficiente pode terminar sem nenhuma marca. Se os roxos são frequentes ou grandes, o certo é reduzir a intensidade e investigar a causa na avaliação. Veja também pernas inchadas no calor: quando a endermoterapia pode ajudar.

Tem alguma condição de saúde e quer saber se pode fazer endermoterapia? Conte na avaliação — ela existe para isso.

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Autora

Luiza Pego

Biomédica Esteta

Sobre a Luiza

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