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Endermoterapia dói ou deixa roxo? E quem não deve fazer
Endermoterapia dói ou deixa roxo? Veja o que é esperado, o que não é, quem não deve fazer e por que a avaliação antes da primeira sessão importa.
Por Luiza Pego · Atualizado em
endermoterapia · contraindicações · quando agendar uma avaliação
Neste artigo
Endermoterapia não costuma doer. A sensação mais comum é a de uma massagem firme, com a sucção do aparelho puxando levemente a pele, e a intensidade é ajustada durante a sessão. Pequenos roxos podem aparecer, sobretudo no começo, mas não são a regra nem sinal de que "está funcionando". Abaixo, o que é esperado, o que não é e em quais situações a avaliação decide se a sessão pode ser feita.
Dói? O que você pode sentir
A endermoterapia usa sucção a vácuo combinada a roletes ou a um cabeçote que desliza sobre a pele. O que a maioria das pessoas descreve:
- Pressão e sucção, como se a pele fosse puxada de leve e solta em seguida.
- Calor local, pela circulação estimulada na região.
- Sensibilidade maior em algumas áreas, como a parte interna das coxas, o abdômen e a região próxima aos joelhos.
- Relaxamento ao longo da sessão, quando o corpo se acostuma ao ritmo.
Dor forte não é esperada. Se em algum momento a sensação passar de "firme" para "dolorida", avise. O ajuste é feito na hora, e a sessão só continua quando estiver confortável para você.
Roxo depois da sessão: quando é esperado e quando não é
A sucção mobiliza a pele e os pequenos vasos logo abaixo dela. Por isso, uma vermelhidão passageira é comum e some em minutos ou em poucas horas.
O que pode acontecer e costuma ser aceitável:
- marcas avermelhadas no trajeto do aparelho, que desaparecem no mesmo dia;
- roxos pequenos e discretos, mais frequentes nas primeiras sessões, em pele sensível ou em quem se machuca com facilidade;
- leve sensibilidade ao toque no dia seguinte, parecida com a de um treino mais puxado.
O que não é esperado e precisa ser comunicado:
- hematomas grandes, escuros ou que se espalham;
- dor que aumenta em vez de diminuir nas horas seguintes;
- inchaço, calor e vermelhidão que persistem;
- roxos que aparecem a cada sessão, mesmo com a intensidade reduzida.
Nesses casos, avise a clínica. A intensidade é revista e, se o padrão se repetir, as sessões são pausadas para uma nova avaliação. Nela, Luiza Pego, biomédica esteta, investiga o que pode estar por trás — como alteração da coagulação ou uso de medicamentos que afinam o sangue —, solicitando e analisando exames quando necessário.
Como a intensidade é ajustada
Não existe intensidade única. O aparelho tem níveis de sucção, e a escolha depende de três coisas: a região, a sua sensibilidade e a sua resposta nas sessões anteriores.
Na prática, a primeira sessão costuma começar em intensidade menor, para conhecer a sua pele. A cada sessão, a Luiza observa como a região reagiu — cor, sensibilidade, marcas — e ajusta. Você participa desse ajuste: dizer "está forte" ou "está confortável" faz parte do cuidado, não atrapalha.
Quem não deve fazer ou precisa de avaliação antes
A endermoterapia mexe com a circulação e com a pele. Algumas condições contraindicam o cuidado; outras pedem que ele seja adiado ou adaptado. A lista abaixo é um ponto de partida, não uma lista completa, e a decisão é tomada na avaliação:
- Trombose, embolia ou flebite, atuais ou no histórico. O Ministério da Saúde lembra que a trombose pode ser silenciosa e que um coágulo pode se deslocar e chegar ao pulmão.
- Varizes importantes, com dor, endurecimento ou alteração de cor na perna.
- Uso de anticoagulantes ou de outros medicamentos que aumentam a chance de sangramento.
- Feridas, infecção, inflamação ou doenças de pele em atividade na região.
- Operação recente na área a ser trabalhada.
- Câncer em tratamento, pressão alta descontrolada, doenças do coração ou dos rins.
Se você se reconheceu em algum item, isso não fecha a porta para sempre: pode ser que o cuidado seja possível em outra região ou em outro momento. O que não dá é começar sem avaliação. E, se você usa algum medicamento, não interrompa por conta própria; conte na avaliação o que você usa.
Menstruação, gestação e amamentação: o que considerar
Menstruação. Durante o período menstrual, algumas pessoas percebem mais sensibilidade e mais inchaço no abdômen. Não é uma contraindicação por si só, mas pode mudar como você sente a sessão, sobretudo na região abdominal. Converse sobre isso na avaliação e, se preferir, ajuste a agenda ou as regiões trabalhadas naqueles dias.
Gestação. A gestação não impede a endermoterapia. O que muda é a região: na gravidez, a sessão não é feita na barriga. Nas pernas, ela pode ser feita e costuma ser bem relaxante, principalmente para quem sente peso e cansaço no fim do dia. Avise sobre a gestação na avaliação, para a Luiza adaptar a sessão.
Amamentação. Não há uma regra única. A decisão é tomada na avaliação, considerando o tempo desde o parto, a região e como você está se sentindo.
Sinais de urgência — procure atendimento de urgência: dor e inchaço súbitos em uma perna só; calor e vermelhidão na panturrilha; endurecimento da musculatura da perna; falta de ar ou dor no peito. Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, esses são sinais que podem indicar trombose venosa profunda e não devem esperar a próxima sessão.
Quando agendar uma avaliação
Marque uma avaliação antes da primeira sessão se:
- você tem alguma condição de saúde ou faz uso de medicamento contínuo;
- já fez endermoterapia e ficou com roxos grandes ou dor;
- tem varizes, inchaço frequente ou histórico de trombose na família;
- está grávida, amamentando ou planejando engravidar;
- simplesmente quer entender como a sessão funciona antes de decidir.
Como a avaliação na clínica pode ajudar
Na avaliação, a Luiza conversa sobre o seu histórico de saúde, avalia a região e explica o que foi visto. É ali que se decide se a endermoterapia pode ser feita, em quais regiões e com que intensidade. Se houver contraindicação, a sessão não é feita, e você sai sabendo o motivo e o que fazer a seguir. Quando o cuidado faz sentido, o plano é individual — e os resultados variam de pessoa para pessoa. A clínica fica em Várzea da Palma – MG. Conheça a endermoterapia na clínica e leia também o que é a endermoterapia e como é a sessão.
Perguntas frequentes
Quem tem varizes pode fazer endermoterapia?
Depende do grau. Vasinhos e varizes pequenas, sem sintomas, em geral não impedem o cuidado, mas a região pode ser evitada ou trabalhada em intensidade menor. Com varizes calibrosas, dor, endurecimento ou histórico de flebite, a região não é trabalhada. A avaliação define o que é possível no seu caso.
Posso fazer menstruada?
Em geral, sim. Menstruação não é contraindicação, mas pode aumentar a sensibilidade e a sensação de inchaço, principalmente no abdômen. Se você se sente desconfortável nesses dias, vale reagendar ou pedir para trabalhar outras regiões. O importante é que a sessão seja confortável.
O roxo significa que está funcionando?
Não. Roxo é sinal de que pequenos vasos foram rompidos pela sucção — algo que pode acontecer, mas que não indica melhor resultado. Uma sessão eficiente pode terminar sem nenhuma marca. Se os roxos são frequentes ou grandes, o certo é reduzir a intensidade e investigar a causa na avaliação. Veja também pernas inchadas no calor: quando a endermoterapia pode ajudar.
Tem alguma condição de saúde e quer saber se pode fazer endermoterapia? Conte na avaliação — ela existe para isso.